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Setor de e-commerce de moda é promissor para os próximos anos

Enfrentar shoppings lotados e filas para pagar por um produto está, aos poucos, deixando de ser a realidade de muitos brasileiros, principalmente quando o assunto é comprar artigos de vestuário e acessórios. Esse fato é sustentado pelo crescimento do e-commerce de moda no Brasil.

O comércio eletrônico faturou cerca de R$ 16 bilhões no primeiro semestre de 2014. Esse número superou o ano anterior em 26%, uma vez que o setor ganhou R$ 12,74 bilhões, conforme dados do relatório Webshoppers 2014 divulgado pelo E-bit. Desse montante, a categoria de moda e acessórios é líder de vendas no e-commerce, o que representa 18% da fatia total de pedidos realizados pela internet.

Para se ter uma ideia, em 2011 o segmento voltado para o e-commerce de moda ocupava a 10ª posição no ranking das compras efetuadas por meio eletrônico. Em 2013, subiu para o 6º lugar. Esse impulso se deu pelo aumento de jovens com hábitos de aquisição de roupas e acessórios online.

A região que mais compra por meio do e-commerce é a sudeste, mas as demais não ficam muito para trás e estão aderindo cada vez mais a essa tendência mundial. Dentro os itens que vão para o carrinho virtual a predominância fica para artigos de moda, com destaque para os tênis, vestidos, blusas femininas, sandálias e sapatos, segundo pesquisa E-tail Report do Ibope.

China versus o e-commerce brasileiro

Não é novidade que os produtos chineses vieram para competir com os preços do comércio brasileiro e isso se estende para o e-commerce. Em muitos casos, os produtos baratos colocam em xeque os nacionais e, dessa forma, diminui a competitividade de venda frente aos importados da China, apesar de o país ser parceiro comercial do Brasil.

Em 2011, o crescimento do setor têxtil foi de 6,68%, entretanto a associação que representa o setor indicou uma queda de 11,9% na produção da indústria de vestuário e confecção nesse mesmo ano em comparação com 2010.

Especialistas apontam que a inovação é um dos caminhos para enfrentar a concorrência chinesa, principalmente para as micro e pequenas empresas. Assim, investir em diferenciais de design e na alta qualidade dos produtos pode ser uma das estratégias para combater o avanço das mercadorias asiáticas.

Apesar de ter que melhorar em alguns pontos, como reduzir o medo das pessoas em comprar pela internet, o e-commerce de moda está vivendo uma rápida evolução, sendo que o faturamento das lojas online cresceu 115% de 2012 para cá, segundo dados do Iemi – Instituto de Estudos e Marketing Industrial. Apoiado a isso, a facilidade de compra, a segmentação dos produtos e se a experiência de compra for bem-sucedida, o e-commerce de moda ganhará mais adeptos que pensarão duas vezes antes de procurarem por artigos de moda em lojas físicas.

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