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Internet das Coisas – Vida e objetos muito mais conectados.

Internet das coisas: da ficção para a realidade em um mercado que prevê faturar US$ 300 bilhões

Desde seu surgimento nos tempos da Guerra Fria, a internet passou por algumas transformações. Se em seu início o objetivo principal era conectar pessoas, hoje ela vai além e une objetos – a chamada internet das coisas. Ou seja, o termo proposto por Kevin Ashton em 1999 se refere a possibilidade de interligar os itens utilizados no cotidiano, como eletrodomésticos, fechaduras, roupas, transporte, entre outros, à rede de computadores.

Com a junção, cada vez mais presente, do mundo físico com o digital, estima-se que 212 bilhões de dispositivos estarão conectados até 2020, segundo dados da consultoria IDC – International Data Corporation. Além disso, o mercado é promissor. Em 2014, a internet das coisas já movimentou cerca de 2 bilhões de dólares no mundo.

Internet das coisas e seus projetos pioneiros

Com a função principal de simplificar as tarefas do dia a dia, a aplicação da internet das coisas surgiu inicialmente na área médica. Assim, verificar a  pressão arterial e o peso ganhou ares tecnológicos, uma vez que os dados são gravados e enviados para a nuvem (um local online) para posteriormente serem compartilhados com os médicos.

A Nike também foi uma das precursoras a usar a internet das coisas aliada à prática de esportes. A pulseira Nike+ FuelBand SE monitora e registra os movimentos diários do usuário. Essas informações são transmitidas para um aplicativo instalado em um smartphone, uma vez que a pulseira conecta-se via bluetooth.  Com o objetivo de incentivar uma vida mais ativa,  esse dispositivo usa a métrica própria chamada Fuel e quanto mais ativa a pessoa for, mais Fuel ela ganha. Além disso, a Nike+ propõe atividades físicas e envia lembretes de exercícios.

Casa inteligentes

É comum ver em filmes com temática futurista casas cheias de aparatos tecnológicos que permitem executar inúmeras funções com apenas um clique. O que antes parecia um devaneio de diretores e escritores sonhadores, mostrou ser algo plausível e já faz parte da realidade de algumas pessoas.

Com isso, alguns objetos já receberam aval e podem tornar a sua casa mais inteligente. Sendo assim, já existem no mercado lâmpadas que podem ser ligadas ou desligadas com a ajuda de um aplicativo para smartphones e tablets, geladeiras que recebem e armazenam receitas, fechaduras que dispensam o uso de chaves e enviam uma notificação para o dono da casa sempre que a porta é destravada. Chegar em casa e encontrar uma temperatura agradável deixou de ser apenas um desejo. Assim, termostatos ajustam a temperatura para o ambiente conforme as escolhas do dono.

Para popularizar o emprego da internet das coisas, algumas empresas estão se unindo para tornar cada vez mais possível o uso da tecnologia para facilitar o cotidiano. A Tech Mahindra, multinacional indiana, e a Bosch Software firmaram uma parceria para desenvolver um ecossistema cujo foco é viabilizar soluções para conectar cidades, empresas e casas. Essa tendência só tende a aumentar, uma vez que esse segmento prevê que 30 bilhões de dispositivos estarão conectados à internet das coisas até 2020, o que movimentará algo em torno de 300 bilhões de dólares, segundo as consultorias IDC e Gartner.

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